
São os votos do Min. Juliano e Membros do JOHREI Center Caxias do Sul!

Hoje vou falar de uma faceta pouco conhecida de nosso Mestre Meishu Sama, o Clube do Riso. Consta que o mestre reunia as pessoas para contar piadas e anetodas sobre o cotidiano e para assistir filmes do mestre da comédia Charles Chaplin, isto fazia parte da estrategia para fazer ainda mais felizes as pessoas.
Abaixo transcrevo texto da Agencia Estado sobre o Clube do Riso na cidade de São Paulo, não deixe de ler! Ha... que tal esta foto acima? legal né?
A importância de uma boa gargalhada Por Fabiana Caso São Paulo, 24 (AE) - Dar risada por dois ou três minutos ativa a circulação, libera serotonina e endorfinas, e até trabalha músculos da região abdominal. Mas é preciso gargalhar com vontade.
Por mais absurdo que pareça, é possível aprender a rir assim, mesmo estando de mau humor. Essa é a missão do Clube do Riso Feliz, do Instituto Caminho Kyusei Kannon (CKK), na capital paulista, que promove reuniões semanais com pessoas de diversas idades que querem viver de forma positiva - e regada a risos, claro.

Ao colocar, em diferentes copos com água, palavras - mesmo que escritas no computador - que significam a mesma idéia (foi escrito "sabedoria", em japonês, inglês e alemão), ao congelarem os cristais formaram uma estrutura surpreendentemente similar.
Alberto Luiz Fonseca
De Londres
Nós, seres humanos, procuramos o conhecimento como um todo, mas não sabemos se algum dia o teremos. Provavelmente, nunca. Por isso, somos seres inquietos.
Do todo, quase nada sabemos, até hoje.
Para onde vão os planetas, de onde vieram? Por que estamos aqui? Para onde vamos depois? Hoje vai chover?
O irônico, quanto à pequena parcela de conhecimento do mundo que temos, é que nem sabemos se ela tem realmente alguma importância.
Não sabemos se o que podemos conhecer deste mundo tem alguma relevância em relação a tudo mais, que não está ao nosso alcance entender, mas podemos apenas intuir.
Por isso, é muito importante a lógica, o pensamento cartesiano: um mais um são dois. Mas é ainda mais importante a poesia.
Engana-se quem pensa que a poesia, ou a intuição são abstratas, ou subjetivas, e só a ciência é concreta. A atitude do cientista implica um ato de fé: a fé na possibilidade de conhecer seu objeto.
Assim, para ele, só é problema aquilo que, em princípio, ele pode resolver.
Ou seja, a ciência é exata, mas insuficiente, pois o Homem está sempre a buscar respostas completas, muito mais profundas do que a pobre ciência pode lhe dar.
Por ser o homem como é, por uma forçosa realidade psicológica, ele não consegue renunciar a possuir uma noção completa do mundo, uma idéia integral do universo.
Essa a causa da Grande Inquietação do homem de todos os tempos, esse o tema da filosofia.
O cientista experimental, não podendo solucionar à sua maneira as questões fundamentais (de onde vem o mundo, para onde vai, por que existimos, qual o sentido da vida, qual é a potência/fonte definitiva do cosmos, o que existiria se não existíssemos, se não existisse o mundo concreto que vemos, tocamos, sentimos?), decide abandoná-las.
Como a raposa faz com os cachos de uva mais altos da videira, na fábula; dizendo serem elas "sem interesse".
Sem interesse, porque insolúveis para os métodos usados pelos cientistas. Mas, na verdade, o fato de serem insolúveis só faz aguçar nosso apetite pela verdade.
A verdade científica é bela, exata e incompleta.
Flutua por si só, como um barquinho de papel, no lago da verdade total, à qual se poderia chamar: "mito".
A ciência flutua, portanto, em mitologia e é, ela própria, como totalidade explicativa, mito: o admirável mito europeu, que importamos - sem taxas.
Segundo Aristóteles, filosofia é a ciência que se busca.
De onde vem esse apetite de explicar o universo, da filosofia, essa busca do absoluto? Nada mais fácil: é a atitude nativa e espontânea da mente humana perante a vida.
Quem respira e pensa, faz a si mesmo essas perguntas fundamentais desde que começou a respirar e pensar.
Nós recebemos, como legado do século XIX, o excesso de importância à ciência, que nada mais é que um mito confortável, explicações parciais que mal conseguem se aproximar do todo.
Alguém se pergunta: por que o enorme sucesso dos livros de auto-ajuda nos dias de hoje? Por que a onda interminável de livros "místicos" vendendo milhares ou milhões de cópias, no Brasil, como no mundo todo?
Simplesmente porque nossa civilização, exageradamente "cientifizada" ou científica, vem deixando cada vez maiores buracos, lacunas, nas almas, nos corações das pessoas.
A filosofia, e sua irmã, a poesia, ainda podem salvar-nos.
Alberto Luiz Fonseca, mineiro e diplomata, serve atualmente na Embaixada do Brasil em Londres, onde ocupa o cargo de Adido Cultural. Filho de pais músicos, foi fundador do "Café com Letras", conhecido café e livraria de Belo Horizonte.

Marina Silva
De Brasília (DF)
Quando, em 2007, fui à Noruega para participar da 5ª Conferência sobre Biodiversidade e tratar da doação daquele governo ao Fundo da Amazônia - que deve efetivar-se esta semana -, tive a oportunidade de visitar o Museu Nacional, onde conheci algumas obras do artista plástico Edvard Munch. Dentre elas, a que é considerada a mais importante do seu acervo: O Grito, de 1833, momento marcante do movimento expressionista, que acabou se transformando num ícone, até mesmo da cultura pop.
Minha visita, feita juntamente com o embaixador brasileiro, Sérgio Eduardo Moreira Lima, foi marcada pela comovente disposição do diretor do museu, um homem de mais de 80 anos, com extraordinária juventude intelectual e capacidade de reportar a criatividade genial presente nas telas.
Enquanto nos embevecíamos com a narrativa empolgante do nosso anfitrião, fui tomada por uma sensação de profunda gratidão pela existência de pessoas que, como aquele gentil e sábio senhor, dedicam toda uma vida a enxergar, ouvir,compreender e compartilhar aquilo que a maioria das pessoas não compreende e, às vezes, sequer percebe.
O diretor recitou parte das linhas que Munch escreveu no seu diário, onde registrou o estado de espírito em que se encontrava quando inscreveu seu próprio grito na tela, não em palavras, mas em formas e expressões pictóricas. Segundo os registros do próprio artista, ao pintar aquela tela sentiu o grito do infinito da natureza, o que fez aflorar em mim um turbilhão de pensamentos que se misturavam com emoções paradoxais, de elevação e medo.
A que natureza gritante se referia Munch? A que em mim gritava através de sua arte era uma superposição de todas as dualidades que nos ajudam a compor a difícil trajetória do sentido: a humana e a natural; a do desejo e a do real, em infinitas díades opositivas entre si.
E tal como na obra de Munch, essas imagens aleatórias não estavam congeladas numa tela, mas em lembranças vívidas de árvores caindo, crianças chorando e sorrindo, sementes brotando. E em meio a tudo isso, passou por mim a imagem das duas torres gêmeas de uma babel que, como a do texto bíblico, caiu pela ausência de compreensão mútua entre povos, pela falta de aceitação das diferenças e dos sentidos.
Há sete anos, o dia 11 de setembro passou a marcar o que em alguns momentos podemos imaginar como o limite da voracidade do horror. O ocorrido com as duas torres novaiorquinas, que em sua arquitetura lembravam os dois algarismos dessa data, não ficou restrito à estupefação dos Estados Unidos diante daquele ato. Na sua radicalidade, no seu ódio e na sua dor mostrou que a panela dos gritos desesperados e sem rumo do mundo cozinha, ininterruptamente, a poção que alimenta o que estudiosos já chamaram de "a banalidade do mal absoluto".
O episódio como que sinaliza para todos nós que a causa para o adoecimento político, econômico e moral a que estamos submetidos, continua sendo a ausência de sentido, de significados e significação, sem os quais somos subtraídos de nossa capacidade de também nos percebermos e sentirmo-nos na figura do outro.
Há outros "11 de setembros" menos visíveis, mas com capacidade igual ou maior de provocar a dor, a humilhação, a injusta imolação de inocentes pela perda do sentimento de unicidade indivisível da humanidade. Não se mata sem também morrer; não se destrói sem que se seja parte dos destroços.
Munch foi, definitivamente, um artista genial pela qualidade de sua pintura e por nos colocar, de forma tão definitiva, diante de nossos medos mais profundos. Como se nos alertasse para, frente a eles, não ficarmos paralisados, impedidos de ir à luta para que a boa energia que existe nos corações, mesmo nos momentos difíceis, nunca desista de construir uma humanidade mais justa e acolhedora.

Vivência com a Arte da Flor
Venha para a Acadêmia Sanguetsu de Ikebana entrar em contato com a Arte da Flor e sentir a essência da natureza.
Transformando seu estilo de vida.
Data: 27/09/2008
Horário: 14:00h
Local: JOHREI CENTER Caxias do Sul
Rua Os 18 do Forte, 858
Informe-se:
Em Caxias do Sul com a Profª Marcia – (54) 9973-8225
Em Farroupilha com a Sra. Aldanice – (54) 9173-2608
Para maiores informações, acesse o site: www.ikebana-artedaflor.vai.la
A grande natureza manifesta a Arte de DEUS. Qualquer galho ou flor é uma criação de DEUS e está impregnado do seu sentimento.
Mokiti Okada
Ana Primavesi participará de Seminário sobre aquecimento global e cidadania
Pioneira da agroecologia no país falará sobra agricultura natural e o meio ambiente
Em 1935 Mokiti Okada afirmava: “O método agrícola que negligencia o poder do solo, as plantações e a natureza prejudica não somente o solo, mas todo o ambiente de cultivo, criando uma nova crise na humanidade”. Essa crise vem sendo notada com o aumento populacional e as questões ambientais que assolam o planeta.
A Agricultura Natural surge como uma alternativa e seus métodos de cultivo serão discutidos pela consultora Ana Primavesi, na décima edição do evento “Resguardando Nosso Futuro” realizado pela Fundação Mokiti Okada no dia 20 de setembro. O evento tem como tema central “Aquecimento Global: a expressão da cidadania como valor sócio-ambiental e cultural” e focará questões ambientais como: Reciclagem x Aquecimento Global, Agricultura Natural, Agrotóxicos, Educação Ambiental, entre outros.
O “Resguardando nosso futuro” acontecerá na sede da Fundação na rua: Morgado de Mateus, 77 – Vila Mariana – SP.
Para mais informações telefone: (11) 5087-5004 com Patrícia ou pelo e-mail: cpesq@fmo.org.br
Data: 20 de Setembro
Horário: das 8h às 17h
Investimento: R$35,00 (almoço não incluso)
Programação completa no site www.fmo.org.br/eventos/
O coreógrafo chinês Zhang Jigang criou uma apresentação de dança para permitir ao público contemplar a "Kuan Yin de Mil Braços". O canal de televisão "China Central" apresentou este espetáculo ao vivo como comemoração do Ano Novo Chinês.
A dança foi apresentada por 21 dançarinas surdas integrantes da "Companhia de Arte Performática Chinesa de Deficientes Físicos." Posicionadas numa longa fila, as bailarinas conseguem dar aos espectadores a ilusão de que os movimentos de seus múltiplos braços e pernas pertencem à figura de uma única deusa.
A Deusa Kannon é padroeira da Igreja Messiânica Mundial do Brasil. (veja ensinamento, clique aqui)
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A AGRICULTURA NATURAL
| Autor: Fundação Mokiti Okada |
A Agricultura Natural, iniciada e instituída na década de 30 pelo filósofo Mokiti Okada (1882 – 1955), é desenvolvida respeitando-se os princípios da Natureza, tomando-a como modelo e obedecendo-se às suas leis. A filosofia de Mokiti Okada preconiza que a Natureza, no seu estado original, é a Verdade, e deve, portanto, ser respeitada.
Conforme Mokiti Okada esclarece em diversos tratados, a humanidade, no curso do seu desenvolvimento veio gradualmente se afastando da Lei da Natureza, até promover o atual estágio de degradação do meio ambiente, em nível quase irreversível de destruição. Nesse contexto, situa-se a agricultura.
O problema, acrescido do aumento populacional do planeta, dificilmente seria resolvido pela continuidade do método agrícola convencional. Já em 1935, Mokiti Okada afirmava: “O método agrícola que negligencia o poder do solo, as plantações e a Natureza prejudica não somente o solo, mas todo o ambiente de cultivo, criando uma nova crise na humanidade”.
A filosofia de Mokiti Okada, que preconiza a identidade espírito e matéria, defende a tese de que o espírito é inerente,não somente aos seres humanos, mas aos animais, aos vegetais, enfim, a todos os seres.
Sendo o solo o maior organismo vivo do planeta, é de se considerar a importância do respeito que a ele se deve ter para a preservação da vida humana, em níveis espirituais e materiais, razão por que a Agricultura Natural centra, nele, a base de seu trabalho.
A proposta de Mokiti Okada para a nova agricultura não representa simplesmente o aperfeiçoamento de algumas técnicas atuais de cultivo. Trata-se de uma verdadeira “revolução agrícola”, considerando-se o pilar sobre o qual se desenvolve o seu pensamento.
Segundo Mokiti Okada “... Nada poderia existir no Universo sem os benefícios da Grande Natureza, ou seja, nada nasceria nem se desenvolveria sem os três elementos básicos: o Fogo, a Água e a Terra. (...)”.
O poder fundamental do desenvolvimento das plantas corresponde ao elemento Terra; os elementos Água e Fogo têm um poder de atuação secundário. Conseqüentemente, dependendo da qualidade do próprio solo, tem-se o resultado bom ou ruim da planta, de modo que no caso do cultivo, a condição principal é melhorar, ao máximo, a qualidade do solo.
O atual excesso de alimentos contaminados por agrotóxicos lançados nas plantas e no solo tem resultado no aumento crescente de doenças, o que contribui para a elevação do índice de pobreza e de conflitos na vida humana. Isso requer uma responsabilidade consciente para a produção e o abastecimento de alimentos verdadeiros e sadios, indispensáveis para a criação de uma sociedade saudável, próspera e pacífica.
Neste aspecto, verifica-se a ação altruísta que visa a sobrevivência da humanidade.
Hoje, sabemos que utilizando-se corretamente as forças e a energia da Natureza, é possível obtenção de uma produção suficiente, com colheitas abundantes, sadias, saborosas e nutritivas, sem a necessidade do uso de fertilizantes químicos ou biocidas, como atesta o crescimento de árvores e ervas, nos campos e matas, sem o ataque de insetos que as prejudiquem.
Assim, através de criteriosas pesquisas, a Agricultura Natural visa restabelecer o estado natural de produção de alimentos e é desenvolvida seguindo-se um sistema técnico capaz de alcançar os objetivos do método, que são:
I.Produzir alimentos que incrementem cada vez mais a saúde do homem.
II. Ser econômica e espiritualmente vantajosa, tanto para o produtor como para o consumidor.
III.Poder ser praticada por qualquer pessoa e, além disso, ter caráter permanente.
IV.Respeitar a Natureza e conservá-la.
V. Garantir alimentação para toda humanidade, independente de seu crescimento demográfico.
PRINCÍPIO DA AGRICULTURA NATURAL
O principio básico da Agricultura Natural é manifestar o poder do solo (vitalidade, capacidade, propriedade e funcionalidade). Obviamente, o poder fundamental do desenvolvimento das plantas é do elemento solo; o do elemento água e elemento fogo são poder de atuação secundária.
Conseqüentemente, dependendo da qualidade do próprio solo, tem–se o resultado bom ou mau da planta, de modo que no caso do cultivo, a condição principal é melhorar ao máximo a qualidade do solo.
Vamos comprovar que realmente os seres vivos são constituídos de “Fogo, Água e Terra”, dando o exemplo de um punhado de folhas caídas, elas estavam vivas na natureza, e ficaram completamente secas.
O fato de terem ficado secas significa que o elemento água acabou, e ficaram somente os elementos fogo e solo, se atearmos fogo nesses folhas, queimando-as por completo, significa que acabou o elemento fogo.
Depois desse processo ficou somente a cinza, que nada mais é do que o elemento solo, pois a cinza retorna ao mesmo.
Seguindo esse exemplo temos ainda a seguinte pergunta: Para onde terá ido o elemento fogo? Em química, a queimada é a reação pelo oxigênio, ou seja pelo principio da Agricultura Natural o elemento fogo atua e se transforma em espírito.
Seguindo o exemplo acima comprova-se através de fatos que o principio da Agricultura Natural jamais está afastada de fatos.
De acordo com o principio da Agricultura Natural, a base é fazer o solo emanar toda sua força. Observamos a fertilidade do solo das matas e dos campos naturais. Há um acúmulo de resíduos vegetais, tal como folhas, ramos, troncos de árvores e capim seco, os quais se transformaram em morada de organismos que os decompõem.
Estes organismos gostam de sombra, do calor, da umidade e da porosidade do solo enriquecido por resíduos vegetais. Segundo as estatísticas citadas no livro “Nogyo To Dojo Seibutsu” escrito por Iwao Watanabe, estudioso de agricultura no Japão, em 1 m2 de solo de campo natural existem umas 360 (trezentas e sessenta) espécies de organismos maiores, como: anelídeos de mais de 2 cm de comprimentos e centopéias; 2.030.000 (dois milhões e trinta mil espécies de tamanho médio, como parasitas, insetos voadores e minhocas e 1.000.000.000 (um bilhão) de microorganismos, como fungos e bactérias.
Se no solo fértil existe um número infinito de organismos como os mencionados, isto quer dizer que eles exercem ai um trabalho efetivo. A minhoca por exemplo, é considerada como uma excelente produtora de solo fecundos, pois alimentando-se de resíduos vegetais e de terra, excreta em composto rico em matérias orgânicas.
Os elementos não digeridos dessa excreção servem, por sua vez, de alimentos para os organismos menores. Dessa maneira as minhocas modificam o estado do solo, aumentando a sua porosidade e contribuindo assim para uma melhor aeração e umidade. Estima-se que a quantidade de terra preparada anualmente por esses anelídeos, em 100 m2, oscile entre 38 e 55 toneladas. Baseado nesses fatos vemos a necessidade de desenvolver uma técnica capaz de tornar o solo cada vez mais produtivo como um operário experiente. Se o solo for mantido puro e se ele puder manifestar toda sua energia vital, não surgindo doenças nem pragas, poderemos alcançar uma agricultura que respeite a natureza.Para compreender melhor a Agricultura Natural, surge agora a questão de se definir a palavra “Natureza”.
Existem definições que incluem desde a visão que considera natural tudo aquilo que não sofreu interferência humana, até casos que admitem todos os fenômenos relacionados com a troca de energia solar centralizados na terra e que ocorrem na litosfera, na hidrosfera e na atmosfera. Há ainda, casos que incluem o Universo além do nosso planeta.
Do ponto de vista da agricultura, o elemento primordial consiste na manutenção da vida humana mediante a utilização de matéria viva da Natureza.
CLASSIFICAÇÃO DO SOLO CONFORME MICROORGANISMOS
Devemos dizer que dentro das técnicas agrícolas praticadas atualmente é extremamente difícil obter uma agricultura que:
1. Seja economicamente viável sem uso de fertilizantes e agrotóxicos;
2. Prescinda da aração;
3. Torne o solo uma massa de fertilizantes;
4. Possibilite a repetição de cultura.
A técnica agrícola atual é dirigida predominantemente pela tendência para o tratamento sintomático, formando conseqüentemente, um sistema que invariavelmente necessite de fertilizantes de defensivos químicos.
O maior erro reside no fato desse sistema ser fundamentado na química inorgânica e ignorar os aspectos orgânicos e os fenômenos vitais do solo.
Como resultado das pesquisas, ficou esclarecido que as características do solo variam enormemente conforme os microorganismos contidos nele. Baseado nessas pesquisas temos a seguinte classificação:
1. Solo do tipo putrefado (solo patogênico favorável ao surgimento de pragas e doenças);
2. Solo do tipo bactérias purificadoras (solo supressor de doenças e pragas);
3. Solo do tipo fermentador;
4. Solo do tipo sintetizador.
Cada ser está vivendo da cooperação de outros seres. As definições a seguir ilustram o pensamento de personagens ilustres que já viram que preservar o solo é resposta correta.
1. O solo é a diferença entre a vida e a morte
2.O solo é a pele viva da Terra. Ele conecta o mundo acima e abaixo da terra, mantendo o delicado balanço entre os seres vivos. Ele sustenta a vida do planeta. Assim preservando o solo mantemos a nossa vida e o planeta terra.
3.A nação que destrói o solo destrói a si mesmo.(Franklin Delano Roosevelt)
4. O fazendeiro é dono do título da propriedade, mas em realidade ele pertence a todas as pessoas,porque a civilização na sua totalidade sobrevive do solo(Thomas Jefferson)
FUNDAMENTOS TECNOLÓGICO DA AGRICULTURA NATURAL
Tecnicamente a Agricultura Natural é definida como um sistema de exploração agrícola que se baseia no emprego de tecnologias alternativas, as quais buscam tirar o máximo proveito da natureza, das ações do solo, dos seres vivos, da energia solar, de recursos hídricos.
As técnicas da Agricultura Natural fundamentam-se no método natural de formação do solo, com interferência humana em concordância às leis da natureza.
Na Agricultura Natural, com a força da natureza e todos os conhecimentos técnicos e científicos disponíveis ao longo da evolução humana, o homem interfere diretamente no processo, restabelecendo rapidamente o solo produtivo, ainda mesmo durante a fase de exploração agrícola. Isso evita que o trabalho de conversão seja antieconômico.
Na Agricultura Natural são feitas recomendações como o uso de composto, cobertura morta, adubação verde, e outros recursos naturais, microorganismos do solo, controle biológico de pragas, controle biomecânico de plantas daninhas.
A Agricultura Natural recorre aos conhecimentos mais avançados da ciência, em todas as áreas, selecionando habilmente os conhecimentos científicos de acordo com a filosofia deixada por Mokiti Okada.
Na prática, recorremos ao principio da reciclagem de recursos naturais e enriquecimento da matéria orgânica e microorganismos do solo para tornar a exploração agrícola duradoura e racional.
No Brasil, o consumo de produtos orgânicos ainda é incipiente. Mas esse quadro muda rapidamente, pois se constata um crescimento anual da ordem de 10% ao ano desde de 1990, atingindo um crescimento anual em 1998 de 24%.
Além dos aspectos que envolvem saúde e ecologia, o método de cultivo natural tem claras implicações econômicas e sociais.
A crise provocada pelo método convencional de produção - intensificada após o surgimento de efeitos como a doença da "Vaca Louca" e das "Superbactérias" - tem impulsionado o crescimento da demanda por produtos orgânicos mais confiáveis. Especialmente na Europa e nos Estados Unidos, que sofreram diretamente esses efeitos, a agricultura orgânica vem apresentando um crescimento expressivo. Isso exige uma maior oferta destes produtos, o que representa uma excelente oportunidade de crescimento para o setor no Brasil, país rico em recursos e condições de produção.
A agricultura orgânica tem um potencial de crescimento que não pode ser menosprezado.
“Mesmo que a pessoa consiga enganar os olhos do próximo, não conseguirá enganar os olhos de Deus. Feliz de quem tem consciência disso.”
Mokiti Okada - idealizador do Movimento para a Agricultura Natural.
Mais informações sobre agricultura natural: www.korin.com.br